Sou dotada de uma grande capacidade de trabalho.
Dizem que sim e eu também o sei.
Mas, em boa verdade se diga, que isso só se aplica ao trabalho propriamente dito e aos estudos pois no que respeita a tarefas domésticas sou o maior desastre à solta pelas redondezas.
Sou boa a arrumar, sim é verdade, tenho os meus armários com a roupa separada por estações e dentro das estações por tipo de peças de roupa e cor das mesmas.
Os sapatos, botas, botins, sandálias e afins, todos arrumadinhos em caixas também de acordo com as estações do ano.
A roupa interior em gavetas e em fila indiana... Fila de soutiens, fila por tipo de cueca, tipo de meias e claro, também por cores.
O mesmo se aplica aos lenços, cintos, colares e tudo o que possa ser acessório.
(A minha mãe diz que bato a paranóia mas enfim...)
Agora e em boa verdade tenho que me convencer que para mais do que isso não dou.
Não dou, não gosto e acima de tudo não lhe tenho jeito (e vontade nenhuma).
Vai daí que hoje resolvi armar-me em boa e tirar a roupa que estava a seca no estendal e que claro não fui eu que a estendi.
Da minha belíssima ideia a deixar correr demais a corda do mesmo e a levar com ele na cabeça foi um segundo.
Moral da história- Não voltar a aproximar-me daquele ser maquiavélico que é o estendal da roupa, ou pelo menos sem protecção adequada como um daqueles capacetes das obras.
E que ainda por cima tem um nome feio.
Estendal... ES-TEN-DAL!
Quem é que se lembrou de chamar isto àquela coisa estranha e maquiavélica!?!
É que aquilo é um ser vingativo e deu-me com força na moleirinha que já de si não funciona a 100%.
xoxo
Lux